terça-feira, 2 de junho de 2009

Demanda do Dia dos Namorados é por vestuário

O preço do presente do Dia do Namorados desse ano será entre R$ 50 e R$ 100

Jonária França

Nada de flores nem jóias delicadas, o presente que os casais enamorados vão trocar no momento de romantismo, em 2009, será do setor de vestuário. Uma pesquisa divulgada essa semana pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (Ifpeam) revela que o Dia dos Namorados vai movimentar o segmento de roupas em Manaus, com o consumo de produtos que custem entre R$ 50 e R$ 100.
A dona de casa Kedma Mereles da Silva (26), está na lista dos consumidores que devem presentear o ‘amado’ com roupas. Casada há nove anos, ela já sabe o que vai comprar para o marido e tem em mente quanto pretende gastar com o presente. “Esse ano vou comprar uma camisa que ele está ´paquerando´ há um tempinho. Ainda bem que o preço está dentro do meu orçamento”, revelou citando que tem R$ 50 para investir no mimo.
A exemplo de Kedma, os consumidores entrevistados na pesquisa do Ifpeam se mostraram cautelosos com relação ao valor destinado ao presente para esse Dia dos Namorados. Das 400 pessoas que participaram da pesquisa 33,8% disseram que desejam comprar um item específico para o período, com destaque para a compra de vestuário (34,8%), relógio (8,9%), jóias (8,1%), perfume (8,1%), calçados (7,4%), celular (5,2%), TV (4,4%) e MP3 (3,7%).
A pesquisa mostra ainda que as lojas do Centro ainda são as preferidas na hora de fazer as compras. Para 68,0% dos consumidores os preços e as promoções são dois fatores que influenciam essa escolha.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Empresas do AM recebem R$ 3 mi para inovação



Rafael Nobre

MANAUS - Papel de guaraná, vinho de cupuaçu, voadeira solar e azeite extra virgem de castanha-do-Brasil são alguns dos projetos inovadores contemplados pelo segundo edital do Pappe Subvenção Finep Amazonas – programa estadual de apoio à pesquisa. São 19 micro e pequenas empresas que receberão R$ 2,69 milhões da Fapeam (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e Seplan (Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Econômico).

Considerando as 19 empresas enquadradas nos parâmetros do Pappe Subvenção Finep e as quatro que estão na lista de espera, são 23 projetos, somando R$ 3.086.163,30. Dentre os projetos aprovados, os cinco com aporte de recursos mais expressivos representam 34,68% dos R$ 2,69 mi destinados. Entretanto, o projeto mais caro está entre os que dependem da desistência de um dos 19 contratados. A empresa Amazon Store, que fabrica vinho a partir fruta cupuaçu, almeja R$ 199.924,65 para desenvolver seu projeto e levar a bebida ao mercado.

Gester de Souza Bentes é um dos três empresários do interior do Estado que tiveram seus projetos classificados para receber os recursos. O nome de sua empresa é Mudas da Amazônia, está situada na cidade de Nova Olinda do Norte e produz a atualmente apenas mudas de banana. Com o aporte do Pappe Subvenção (Programa Amazonas de Apóio à Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Micro e Pequenas Empresas na Modalidade Subvenção Econômica) no valor de R$ 177.797,80, Bentes espera iniciar a produção de mudas de caraua, como especifica seu projeto-base.

Assim como as outras empresas, a Mudas da Amazônia receberá 60% do valor total em setembro deste ano, ou seja, R$ 106.676,68. O restante do investimento ainda não tem data definida, mas os empresários esperam que seja ainda este ano. A fábrica emprega 17 funcionários, comercializa a produção de 450 mil mudas anuais e o capital inicial investido foi de R$ 500 mil.

Um dos produtos mais procurados pelas pessoas que estiveram no lançamento desta edição do Pappe foi o papel de guaraná. Maria Salete Rocha, dona da empresa Refiam (Reciclagem e Fibras da Amazônia), trabalha como artesã profissional há 15 anos e estruturou seu ateliê formalmente há dois anos.

A Refiam produz papéis com cascas de cebola, fibras da bananeira e futuramente com o fruto do guaraná (foto). “Com esse investimento eu vou poder ampliar a minha produção, empregar mais pessoas, e por em prática o projeto de fazer papel do guaraná”, disse Maria. Ela explicou, ainda, que na primeira semana de junho, a produção será feita no Dimpe (Distrito de Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte) Ozias Monteiro, onde ela pretende instalar a empresa e elevar a produção até então familiar, para escala industrial.

Entenda o Pappe Subvenção
O Pappe Subvenção Finep Amazonas é um programa que apoia o desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica com recursos não-reembolsáveis em micro e pequenas empresas do Estado. O programa visa o aumento da cultura de inovação e competitividade das micro e pequenas empresas.

Crise financeira e empregabilidade em pauta


Palestra discutiu eventos da crise e impactos no Amazonas

Rafael Nobre

MANAUS - Redução da taxa básica de juros, manutenção de empregos e ampliação da oferta de crédito são as principais ações defendidas pelo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcos Pochmann, para minimizar os efeitos da crise financeira. Pochmann e técnicos do Ipea fazem palestras por várias cidades do país sobre o assunto. Além das questões ligadas diretamente à economia, os eventos também discutem as consequentes mudanças trabalhistas acarretadas pelas variações do cenário econômico atual.

O Ipea realiza um ciclo de palestra em todos os estado do país, este evento foi mais um dos que ocorrem este ano, como explica a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB). “Tivemos a preocupação de trazer para Manaus um evento desse teor para discutir as saídas para essa crise que também afeta o Amazonas. E ninguém mais indicado que o presidente do órgão que estuda especificamente essa questão”, explicou.

A crise e a empregabilidade no Estado do Amazonas foi o tema da palestra realizada em Manaus, que contou com a presença de diversas lideranças sindicais, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical. Wellington de Souza Gonçalvez, membro da direção do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, apóia a iniciativa. “O sindicato acredita em eventos como esse que visam a saída mais rápida e positiva para essa crise, e também a melhoria nas questões trabalhistas”, disse.

O local que recebeu a palestra, auditório da Reitoria da UEA, na Avenida Djalma Batista, bairro Flores, zona Centro-Sul, foi completamente preenchido. O titular da Sepror (Secretaria Estadual de Produção Rural) Eron Bezerra comentou, na abertura dos trabalhos, sobre a grande massa de trabalhadores desempregados do interior do Estado. Segundo o secretário, existem cerca de 270 mil pessoas trabalhando no campo, que estão perdendo seus empregos. “As empresas de biocosméticos estão diminuindo a produção com a ausência de demanda e, com isso, demitem seus empregados que trabalham com extração de óleos essenciais”, exemplificou.

A vice-presidente do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Arlene Gomes de Souza, disse que “são com ação práticas e abertas para a população como essas que chegaremos a uma saída de fato para essa crise”. A acadêmica de serviço social, Ana Cláudia Pinheiro, 28, estava atenta a cada proposta. “Apesar de não estudar economia ou contabilidade eu acho que discussões como essas são importantes para todos os cidadãos e faço questão de participar”, enfatizou.

Ações práticas
O presidente do Ipea, Marcos Pochmann, apontou algumas soluções para a superação da crise financeira. As principais são: redução da taxa de juro, distribuição igualitária de renda, aumento da oferta de crédito bancário, manutenção da elevação do salário mínimo e reforma tributária e educacional.

Para Pochmann, a educação deve merecer atenção especial do governo federal para acelerar o desenvolvimento humano e econômico do Brasil. “No Brasil temos trabalhadores que estudam, ao invés de estudantes que trabalham”, disse o presidente do Ipea, sobre a grande quantidade de estudantes que precisam trabalhar para complementar a renda familiar.

Exposição francesa no Palacete Provincial

Nadiele Silva

MANAUS - Entre os espaços disponíveis no Palacete Provincial, um está prendendo a atenção e despertando a curiosidade dos visitantes. O corredor destinado à exposição “Coleção de Esculturas do Mundo” abriga réplicas de esculturas famosas, pertencentes ao Museu do Louvre (Paris).

Segundo a guia turística, Danielle Araújo, 17, acadêmica do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), “a exposição tem como objetivo, resgatar o elo entre o homem e o espaço em que ele vive, através do deserto, céu de cada espaço que existe no ambiente”. A exposição representa oito países e conta seis períodos distintos da história da Arte, com 40 esculturas exibidas.
Todas as esculturas que foram compradas pelo governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura (SEC) e da Associação Nacional de Museus (ANM). Esta última é a única instituição do Brasil que pode reproduzir o acervo dos grandes centros de Artes Franceses.

Conforme Danielle, cada escultura faz parte de uma ocasião da história e suas formas retratam a transformação cultural do momento em que o objeto foi criado. Já as gregas, retratavam os sujeitos mais próximos da realidade. Nela, segundo os historiadores da Arte, os escultores mostravam, por meio das obras, a capacidade de captar a atividade da alma. Com o passar dos anos, essas esculturas já não tinham mais necessidade de reproduzir a realidade a fim de questioná-la de formas rebeldes e misteriosas. “Essas esculturas, inicialmente, retratavam as pessoas, objetos ou animais exatamente como eles eram na perfeição. Depois essa perfeição foi quebrada, passou- se a fazer esculturas deformadas, diferentes da realidade”, explicou Danielle, apontando para uma das esculturas.

Curiosidades
De acordo com matéria do jornal Manaus Hoje, publicada no dia 7 de abril, fatos curiosos tem deixado os visitantes de ‘orelha em pé’. Conforme relatos na matéria, tem ocorrido constantes aparições de pessoas mortas, barulhos estranhos e vultos. Esses são apenas alguns dos registros fantasmagóricos existentes na cidade, que agora rondam as salas do mais novo museu da capital.

“Tem gente que tem alterações no Antigo Quartel da Policia Militar. As pessoas ficam tontas, sentem calafrios e se zangam repentinamente’’, afirmou o secretario estadual de Cultura, Robério Braga, lembrando que no local havia uma prisão.

domingo, 17 de maio de 2009

Deputada faz palestra na FBN


Em palestra para acadêmicos do 5º e 7º períodos de Jornalismo da FBN, a deputada Conceição Sampaio (PP), diz que mulheres precisam participar mais da política no AM

Arleiton do Vale

MANAUS - A participação da mulher na política e a Lei 11.340/2006 (Maria da Penha) foram os temas da palestra da deputada Conceição Sampaio (PP/AM), no último dia 12 deste mês, na Faculdade Boas Novas (FBN). Por quase duas horas, a parlamentar explicou a aplicabilidade da lei e a importância da presença das mulheres nas Casas Legislativas para os acadêmicos do 5º e 7º períodos do curso de Jornalismo, do turno da noite.

O encontro aconteceu no laboratório multimídia, como parte das atividades da disciplina Web Jornalismo, ministrada pela professora Jonária França.

Segundo Conceição Sampaio, no Brasil as mulheres são 51,78% do eleitorado, mas a representação delas nas Casas legislativas se mantém encolhida. “Não é dada condições para as mulheres estarem na vida pública”, atestou se queixando que uma campanha política é muito cara. Além disso, quando as mulheres assumem um cargo eletivo continuam sendo dona de casa paralelamente ao mandato.

“No Parlamento assunto de interesse feminino como câncer de mama precisa ser discutido, por isso, é importante a presença da mulher no Parlamento.

Direitos
Desde a Constituição Federal de 1988 as mulheres começaram a ter seus direitos resguardados, como a licença maternidade, que era de 90 dias, passou para 120 dias e agora está em 240 - depende de a empresa aceitar.

Conforme os dados apresentados pela deputada, a história da mulher na política diz que, durante muitos anos, a mulher não tina sequer o direito de pensar, a partir de 1932 as mulheres tiveram direito ao voto.

Em 1979, Eunice Michillis, representante do Amazonas, tornou-se a primeira mulher senadora brasileira e, em 1994, Benedita da Silva se tornou a primeira senadora negra do Brasil.

Maria da Penha
Exercendo o primeiro mandato, Conceição Sampaio tem se dedicado a defesa da família, em especial, à lei que recebe o nome de Maria da Penha. Em entrevista coletiva, a deputada contou um pouco da história de Maria da Penha, uma cearense, biofarmacêutica, que conheceu o esposo na faculdade. Ele não era brasileiro e precisava casar para conquistar o visto permanente para viver no Brasil. Maria da Penha, apaixonada, fez a vontade dele e teve suas filhas.

Maria da Penha sofreu tentativas de homicídio por várias vezes. Ele tentou matá-la eletrocutada, deu um tiro nas costas enquanto dormia, deixando-a paraplégica, na cadeira de rodas. De tanto ser maltrada, Maria da Penha decidiu lutar pelos direitos em defesa das mulheres que passaram ou passam pelo mesmo problema dela: a violência doméstica.

Segundo Conceição Sampaio a lei, que em 2006 foi promulgada pelo presidente Lula é uma das políticas públicas para as mulheres. “Vivemos em uma sociedade marginalizada, não adianta criar leis se, na prática, as pessoas estão se destruindo”, afirmou, citando como exemplo, uma mãe que matou o filho que se drogava desde os 14 anos. “O Estado tem que proteger a família, isso é lei”, completou.

O Amazonas tem uma rede de proteção a mulher, composta por uma delegacia, um serviço emergencial, uma casa de abrigo e, na Assembléia Legislativa, existe o Centro Humanitário de apoio à Mulher (CHAMe). A deputada é presidente da Comissão dos Direito da Mulher, que tem como dever, discutir os Projetos de Lei (PL) relacionados ao assunto.

Idosos recebem homenagem da Semasc


Cinéia Brelaz e Estefânia Ruis

MANAUS - A Secretária Municipal de Assistência do Vale do Amanhecer no bairro de Petrópolis fez uma festa em homenagem às mães que participam de projeto voltado para as comunidades. A melhor idade foi privilegiada no evento.

A Casa do Cidadão, através de seu coordenador Francisco Chagas de Souza e da instrutora das atividades praticadas com o grupo de mulheres, jovens e crianças, Graciete Cardoso, homenageou as mães com muita música, bolo e discursos que, exaltaram as qualidades das mulheres guerreiras da terceira idade. Durante a festa, foram expostos os trabalhos confeccionados pelo grupo de alunas da comunidade. Entre eles, sandálias decoradas com miçangas, guardanapos pintados, toalhas bordadas em ponto cruz e vagonite, brincos e outros.

Dona Luíza Oliveira de Castro, 79, foi a mãe mais velha do evento e recebeu um prêmio destaque do grupo. Ela tem oito filhos, pratica atividades físicas e não tem vergonha de dizer que joga futebol junto com suas companheiras Maria das Dores, 76 - doze filhos -, Silvana Correia, 73 - seis filhos -, Francisca da Silva, 78 e Neide Andrade de 71 anos, que deu um show ao recitar uma poesia em homenagem às mães. A aposentada disse que, enquanto tiver forças vai continuar praticando esporte, aliás, são várias modalidades esportivas praticadas no grupo.

A semasc também oferece outras modalidades esportivas, entre as quais estão futsal, ping-pong e capoeira. No grupo de terapia Ocupacional, que é voltada para idosos, participam 16 senhoras na faixa etária de 50 a 72 anos.

As atividades acontecem de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h. O curso de pintura em tecido dura seis meses, decoração de chinelos, um mês. Todo material usado nos trabalhos pertencem aos alunos. No final do curso eles levam pra casa e já podem começar comercializar seus produtos. No final da festa foi feito um sorteio entre todas as mães presentes, que saíram satisfeitas do evento.

Acadêmicos de jornalismo visitam cemitério


Iane Kelly

MANAUS - Na tarde de sábado (02), enquanto muitos aproveitavam para descansar, passear com a família ou jogar aquela partida de futebol, a turma do 7º período de Jornalismo da Faculdade Boas Novas (FBN), visitou o Cemitério São João Batista localizado, na Avenida Boulevard Álvaro Maia, Zona Sul de Manaus.

A finalidade da visita era desenvolver a criatividade da turma. Ao chegar ao local, os alunos se espalharam à procura de pautas. O ambiente não ajudava muito as idéias fluírem. A paisagem era composta por cruzes em todos os lugares, estátuas de anjos e dezenas de túmulos do simples concreto aos mais sofisticados cobertos por mármore - existem alguns túmulos até com coberturas, altar para acender velas e banquinhos para os visitantes ficarem acomodados e mais confortáveis.

Após uma breve conversa com os funcionários da administração do cemitério, que estavam de plantão, foram surgindo idéias do que poderia ser notícia, entre os temas surgiram: autônomos que ganham a vida como lavadores de túmulos, o cemitério dos judeus, pedreiros que ganham em torno de R$ 2 mil ao mês construindo os túmulos e a paixão dos góticos pelo ambiente tranquilo e reflexivo do cemitério.

A acadêmica Kássia Macedo entrevistou uma componente do grupo de góticos de Manaus que explicou a atração do seu grupo por cemitério e também o porquê de não ser mais permitido a permanência deles no local. O vídeo está disponível nas páginas do Jornalide.

No final das apurações os estudantes se reuniram e discutiram suas pautas. Segundo Cinéia Brelaz, o que não falta é criatividade para essa turma, pois conseguiram extrair notícias interessantes do cemitério.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cemitério é o local mais visitado pelos gótico


Kássia Macedo

MANAUS - Os góticos preferem andar à noite e costumam se vestir de preto. O cemitério é um dos locais mais visitados por quem segue um estilo de vida considerado diferente. Os adeptos do estilo gótico sempre foram voltados aos movimentos musicais, literários e arquitetônicos. Possuidores de um humor um tanto quanto incompreendido, são chamados de depressivos, por
acharem beleza e graça até nas coisas que, para uma sociedade seriam comuns, eles vêem belos e artísticos.

Uns adotam o preto por gostar da cor, outros gostam apenas de chocar com o impacto visual, isso significa, para a eles, um respeito aos mortos. A maquiagem não é obrigatória, mas é usado para incrementar o visual e manter algo mais depressivo.

Este é o mundo dos góticos, sombrio e languidamente romântico. Uma eterna busca, guiada pela noite e seus mistérios. Porque os góticos gostam tanto de cemitério? Quem vai explicar é a gótica Leilane Albuquerque, de 24 anos, que há 4, faz parte de um grupo de góticos.

Confirma o depoimento dela no vídeo produzido no Cemitério São João Batista, em Manaus.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Família sobrevive com trabalho no Cemitério


Trabalhador tem renda média mensal de R$ 2,2 mil cuidando de sepulturas no São João Batista


Arleiton Bezerra do Vale

MANAUS - Há 18 anos Raimundo Rodrigues Filho (51). Raimundão construtor, como é conhecido, ganha a vida no Cemitério São João Batista, cuidando e construindo túmulos. “Um túmulo com três gavetas custa em média R$ 3 mil, eu dando todo o material e sobram R$ 2 mil de lucro’’, contou.

Com uma renda mensal de R$ 2,2 mil, Raimundo sustenta as quatro pessoas de sua família e, segundo ele, tudo que conseguiu na vida é fruto de seu trabalho no cemitério, além dele, a sua esposa e seu filho Ronaldi, também aderiram à profissão.

A família zela de 62 túmulos contando com mausoléu e capela. O preço varia de acordo com o serviço prestado. Um mausoléu e um túmulo custam algo em torno de R$ 50 por mês, já uma capela sai por R$ 150. Para ajudar na renda, a família juntam cera de vela e vende a R$ 7 a lata. Quando se aproxima o dia dos finados o expediente se estende até à 20 horas.

Raimundão construtor disse que o cemitério é o melhor lugar do mundo. “É calmo e não tem confusão, alguns tempos atrás assaltantes invadiam o cemitério para roubar os visitantes, mas agora está mais seguro, porque quatro seguranças fazem a ronda aqui”, informou.

Histórias de fantasmas
Durante os 18 anos de profissão, ele conta não ter visto uma pobre alma, mas alguns colegas contam histórias mirabolantes do local. “Um amigo meu costumava comprar merenda no comércio ao lado do cemitério e, um dia, a pessoa que o atendeu estava toda de preto. Ele achou estranho e, quando olhou para traz, o homem virou fumaça”, contou, Raimundão que autorizou a divulgação do seu telefone para quem precisar dos seus trabalhos no cemitério São João Batista: 9145-9869.

Maritacas em Novo Airão


Diário de bordo da visita dos acadêmicos do sétimo período noturno, da FBN a cidade de Novo Airão, interior do AM

Kamilla Mendes

NOVO AIRÃO (AM) - Todas as viagens deveriam ter seu diário de bordo, principalmente as feitas com a turma da faculdade. Por se tratar de um momento único, afinal de contas, um ciclo está se fechando em nossas vidas. Esta viajem, da qual vou relatar, tem um gosto especial e, com certeza, marcou a lembranças de todos que se aventuraram nas ruas de Novo Airão.

A manhã de sexta-feira (10/04) foi marcada pelos últimos preparativos.As peças e objetos essenciais estavam na mala desde quinta-feira: gravador, máquina fotográfica, bloco de anotações, canetas, muitas canetas, espírito de aventura e, claro, um biquíni, caso sobrasse tempo para um mergulho, afinal, ninguém é de ferro!Corre, entra no carro. Mas espera, esqueci o dinheiro da passagem.Volta! Enfim. A balsa do São Raimundo e a espera para saber quem realmente vai, pois, todos estão muito acostumados em seus grupinhos e, se imaginar em uma cidade longe, sem nenhum amigo intimo é de matar.

O relógio anuncia 13h, 13h30 e surge a primeira pessoa. Israel bagunçando, pergunta: o que agente vai fazer mesmo, hein? Só ele para quebrar o gelo. Aos poucos os outros vão se juntando e a bagunça começa: de quem é essa mala? Hei! Você pensa que vai passar um mêslá?! Eita que a Charlene já está comendo o quinto peixe nessa hora!Todos vieram. Então, embarquemos rumo a Novo Airão.

Primeiro entrosamento
Na balsa temos o primeiro momento de entrosamento: brincadeiras, fotos, fotos e mais fotos, piadas e um pastor narrando um culto como se fosse jogo de futebol no celular da Kessia. Quando chegamos ao Cacau Pirêra qual a surpresa que nos espera?! Não tem ônibus direto paro o município. Começa-se uma negociação. Quem oferece um ônibus mais rápido e barato para Novo Airão. Enfim, ganhou um ´carinha´ que fez a passagem por R$ 25 cada.

Depois de tamanha barganha, esperamos quase duas horas pelo dito ônibus, mas embarcamos às 15h30, olha só a nossa ´cara´ na foto acima,que demonstra tamanha felicidade pelas horas de espera.Chegamos à cidade por volta de 18h30. Todos cansados, mas ainda eufóricos. Fomos instalados em duas Pousadas: Anavilhanas e Jaú.Depois de instalados, direto para pizzaria, afinal, jornalista com fome não escreve nenhum lead que preste. Sábado às 7h da manhã todo mundo de pé esperando o seu Liciomar na porta da pousada.

Toc-toc-toc. Jonária passando de porta em porta para acordar cada uma de suas ´sete filhas´. O dia de sábado foi cheio. O itinerário contava com os seguintes pontos de entrevista: Fundação Almerinda Malaquias, Centro de Atendimento ao Turista (CAT), restaurante flutuante BotoCor-de-rosa, restaurante flutuante Leão da Amazônia com, a impressionante paeja de Christoffi Guénée (*), depois fomos à casa do prefeito Leosvaldo Roque entrevistar o vereador Jeziel, líder do prefeito. Demos uma pausa para um mergulho estratégico no Mato Grosso, balneário local, fomos visitar o piscicultor local e voltamos para o ônibus.
* pausa para um pequeno comentário: o melhor da viajem talvez tenha sido a visita ao Leão da Amazônia, não pelo bom atendimento, mas pelo passeio de lancha com muita emoção, repetido duas vezes no mesmo dia.

Ressurgindo das cinzas
Neste exato momento, quando todos estavam cansados e decepcionados coma perspectiva de não produzir as matérias para a disciplina de Telejornalismo, eis que pára em nossa frente um táxi. Para nossa surpresa e felicidade geral da nação, surgem ´das cinzas`, os cinegrafistas Danlucio e Josué. E as atividades reiniciam.

O primeiro a gravar a sonora foi o Israel. Não se sabe como, mas ele conseguiu fazer com que todos os mototaxistas se dispusessem a aparecer em sua matéria. Enquanto nosso intrépido repórter tremia em frente às câmeras o resto da equipe sofria dores de parto ao produzir passagem e sonora de suas reportagens.
Seguimos para o Leão da Amazônia onde Estefânia teve oportunidade de entrevistar o senhor Christoffi, proprietário do restaurante. Por falta de iluminação não foi possível fazer minha matéria para TV sobre o turismo com os botos. Corremos para o campo de futebol e, a muito a contragosto, a Charlene fez sua parte.

À noite fomos até a praça para ver se as comemorações da Páscoa rendiam algum material. Se não fosse pela falta de iluminação, algumas matérias muito boas teriam sido produzidas. Bom, mas a noite não foi perdida. As mulheres casadas choraram rios de lágrimas ao falarem com seus esposos por telefone. E os solteiros se divertiram passeando na praça e andando de moto.

Visita a Anavilhanas
Enfim, chegou domingo e toda sua expectativa de visitar o tão falado arquipélago de Anavilhanas. Gravamos minha matéria com os botinhos e, eu repeti exaustivas cinco vezes a mesma pergunta para a sonora. Todos se divertiram alimentando os botos, enquanto eu trabalhava. Participamos e fomos a uma das atrações da páscoa das crianças. Também voltamos a ser criança, cantando e dançando ao som de Balão Mágico.

Em seguida, Embarcamos na lancha de nosso sempre fiel piloto Christoffi Guénée e fomos gravar a reportagem da Kássia. Não sei se foi o nervosismo ou o fato de todos a estarem assistindo, mas ela repetiu mais de cinco vezes, sem exagero. Depois, todos caíram na água, com exceção dos ´pregos´ Kamila e Israel, que não sabem nadar.

A viajem de volta teve um quê de despedida. Enfrentamos Sol e chuva e um eventual banho de urina (risos). Vimos o arco-íris duplicado bem ao nosso lado, mostrando a fidelidade de nosso Deus.

Ficou claro que essa viajem foi um marco.Tivemos a oportunidade de nos conhecer melhor. De desabafar, de resolver rixas e de reclamar um pouco e, também de receber o Israel “chorando” por não querer ficar sozinho no quarto. Criamos vínculos mais fortes de amizades e novos laços fraternos surgiram.

Apesar dos contratempos gerados ainda no município, nos mantivemos unidos e nos divertimos muito - e a pessoa em questão se bateu sozinha.Bom, Novo Airão foi isso, um pouco de tudo. Alegria, euforia, gargalhadas, desabafos, nostalgia. Nostalgia de três anos de convivência diária que está ficando para trás, dia após dia. Nostalgia de amizades que poderiam ter sido firmadas aqui, mas que por orgulho ou falta de tempo não puderam acontecer. Contudo, em nossas lembranças sempre vão estar àqueles três dias de trabalho gratificante e os esforços da nossa professora Jonária, que de tanto reclamar, conseguiu se tornar inesquecível.